Nesta noite, João. Nesta noite de Lua clara a iluminar a Igreja que vejo da janela. Nesta noite em que, sorrindo, seu primo Davi se recusa a dormir. Nessa noite de calor e poucas nuvens, esta noite antevéspera de jogo ente Brasil e Argentina. Nesta noite em que saí para caminhar e chorei silenciosa pensando em como eu quero tocar você. Nessa noite tão linda em que a distância só não é maior do que a vontade de pegar você no colo, te contar os dedinhos, comprovar que você não é careca como Davi. Esta noite com gosto de sal, João, porque chegaste há pouco e a saudade que sinto já é tão imensa e me dói e faz os meus olhos chorarem de vontade de ver você.
Nesta noite, João, esta noite clara de setembro, antes ainda da primavera, mas já com um indescritível gosto de sol.
Chegaste, meu João. Seja bem-vindo, menino. Esse mundo é todo seu.
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