Salve Jorge

Eu adoro a história dos santos católicos. E São Jorge, o Santo Guerreiro, ainda tem um detalhe: a Igreja Católica o "dessantificou" (ou vocês conhecem alguma capela, no Brasil, que ainda seja dedicada à ele?) o que o torna, pra mim, ainda mais especial. Na verdade, o que a Igreja Católica fez foi considerar sua existência uma lenda (já que essa história de dragão, princesa, morar na lua e o escambau não é coisa boa aos olhos do Papa), e, portanto, a sua devoção, "opcional".

Eu deixei de saber. Gosto muito da história e mais ainda da oração cantada dele. Sem falar no vô do meu filho, o Juóóóórge, que sabe que é ele que manda, ele que sabe, ele que faz.

SALVE JORGE

Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz, porque eu tambem sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas, e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés, e não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos, e nao me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter, para me fazerem mal
Armas de fogo, meu corpo nao alcançarão
Facas e espadas se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia
Salve, Jorge! salve, Jorge!
Salve, Jorge! salve, Jorge!
Salve, Jorge! salve, Jorge!

 

"Eu não me arrependo de você. Cê não devia me maldizer assim"

Não que eu ainda tenha idade pra me assustar. Não tenho. Mas que  o fato das pessoas sentarem no rabo pra criticar, nos outros, aquilo que elas fazem dobrado, me enoja com tamanha força, ai, como enoja. Aquela coisa de cobrar um amor que você não tem pra dar (não como a pessoa acha que voce deveria dar), e não dar a quem devia um amor que a pessoa tanto precisava (mas olha eu fazendo a mesma coisa: julgando o que eu achava que devia ser e não é. Se fecha, criatura). Mas que se foda, o trem me enoja.  E eu lá, sentada na cozinha do vô Zédico, pensando que o mundo não vale é nada mesmo, vô. O mundo é você, sua cadeira de barbear, vovó dando chilique, o gato que você adotou com a empregada, gorda, preta, sacudida, forte, bonitona e que faz um café tão bom. Seu bisneto na minha barriga, que não é o primeiro, não é o último, e que mesmo assim faz seus olhos brilharem e faz você achar tudo tao bom. A tarde linda que cai, tarde de junho em abril, coisa linda. O mundo é isso, Vô Zé Dico. Mas vale nada não.


Senhor, livrai-me Senhor, da arrogância e da soberba. Da minha principalmente.


Eu amo aquele ogro do pântano, no pantanal uma hora dessas. Amo demais. Amo aquele cabelo de bebê. O olho de menino. Amo o abraço morno. Amo passar a mão na testa, nos olhos, no nariz dele enquanto ele finge que dorme. Amo demais.


Dotô, ah dotô. Jogava o Framengo eu queria escutá.


"Moça bonita, novilha tão rara
Não há quem valha metade de mim
Nascemos sós, só seremos serenos no fim" Alceu Valença

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Mulher